A memória de longo prazo dos escritores ajuda na qualidade do texto?
A memória de longo prazo é fundamental no processo de escrita e influencia diretamente a qualidade do texto. Ela será acessada durante todo o processo da produção do texto, ajudará na reorganização e adaptação das informações e conhecimentos, ajustando-os ao problema retórico proposto pelo escritor.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Como Escrevo: Mário Quintana
A minha escolha do depoimento foi aleatória, depois de folhear e ler rapidamente alguns escritores, não tive dúvida quando li o depoimento de Mário Quintana. Este foi o mais tocante, e também o mais próximo do que eu penso e sinto sobre o processo da escrita. Ele diz que não depende de inspiração pura, o processo é trabalhoso. O que mais gostei e me identifiquei, é a aproximação que faz dos escritores aos leitores: é o mesmo sentimento transposto em palavras, o leitor entende e sente o que o poeta diz.
“Qualquer idéia que te agrade,
Por isso mesmo...é tua
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro de ti se achava inteiramente nua”
“Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que ele está lendo a gente...E não a gente ele”.
“Não tem porquê interpretar um poema. O poema já é uma interpretação”.
É este o encanto que eu procuro em minhas leituras e o qual eu gostaria que fizesse parte de alguma forma do meu processo de escrita. Mais uma grande descoberta que esta oficina me proporcionou: Mário Quintana.
“Qualquer idéia que te agrade,
Por isso mesmo...é tua
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro de ti se achava inteiramente nua”
“Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que ele está lendo a gente...E não a gente ele”.
“Não tem porquê interpretar um poema. O poema já é uma interpretação”.
É este o encanto que eu procuro em minhas leituras e o qual eu gostaria que fizesse parte de alguma forma do meu processo de escrita. Mais uma grande descoberta que esta oficina me proporcionou: Mário Quintana.
Os Livros Na Idade Média - Resumo Longo
O texto, Os Livros Na Idade Média, de Jacques Verger, retrata o difícil acesso ao livro. A partir da época da Idade Média, faz os principais apontamentos e ilustrações até a sua significativa circulação.
Os principais obstáculos eram de ordem econômica: o material, o pergaminho, era caro e o custo da cópia, os copistas, também. Como conseqüência, a reprodução dos livros era lenta e trabalhosa, o que dificultava e encarecia também o acesso aos livros. Nestas condições, muitos, principalmente os universitários, optaram por encomendar a cópia do livro desejado a um copista “amador”. Nestas cópias amadoras, o preço era reduzido, assim como o próprio livro também, muitas abreviaturas para economizar o material.
O preço médio do livro foi comparado ao salário e pensão, aproximadamente de sete dias, de um notário ou secretário do rei. Conseqüentemente, as bibliotecas que existiam eram privadas e divididas em: principescas; das catedrais, mosteiros e dos conventos e; dos principais colégios universitários, as quais o núcleo era constituído pela própria biblioteca do fundador e, posteriormente, das doações de benfeitores e dos membros antigos do colégio.
A posse de livros era restrita a alta nobreza; já na média e pequena nobreza, mercadores e baixo clero era praticamente ausente. A posse de livros representava um verdadeiro tesouro, intelectualmente e financeiramente.
A difusão do papel foi transformadora na história da circulação do livro, o uso do papel era cinco vezes mais barato que o pergaminho. E com a invenção da tipografia, ou seja do manuscrito ao impresso, a rapidez e a quantidade, possibilitaram um crescimento maior nesta circulação. Como era novidade, a alta nobreza demonstrou resistência e preconceito à nova configuração do livro e, continuou a procurar por livros manuscritos. Então, os principais livros impressos eram de textos medievais, cujo mercado parecia assegurado; livros religiosos para as bibliotecas eruditas; gramática para os estudantes e a literatura profana que se aproximava com obras populares.
As inovações advindas da imprensa proporcionaram o alargamento do público da cultura escrita, ou seja, os meios populares não estavam mais afastados do mundo do livro, tinham a possibilidade de constituírem bibliotecas, principalmente literárias e vernáculas; no entanto, os homens de saber, com exceção da elite dos humanistas, optaram por não modificar as proporções e composições de suas bibliotecas.
Os principais obstáculos eram de ordem econômica: o material, o pergaminho, era caro e o custo da cópia, os copistas, também. Como conseqüência, a reprodução dos livros era lenta e trabalhosa, o que dificultava e encarecia também o acesso aos livros. Nestas condições, muitos, principalmente os universitários, optaram por encomendar a cópia do livro desejado a um copista “amador”. Nestas cópias amadoras, o preço era reduzido, assim como o próprio livro também, muitas abreviaturas para economizar o material.
O preço médio do livro foi comparado ao salário e pensão, aproximadamente de sete dias, de um notário ou secretário do rei. Conseqüentemente, as bibliotecas que existiam eram privadas e divididas em: principescas; das catedrais, mosteiros e dos conventos e; dos principais colégios universitários, as quais o núcleo era constituído pela própria biblioteca do fundador e, posteriormente, das doações de benfeitores e dos membros antigos do colégio.
A posse de livros era restrita a alta nobreza; já na média e pequena nobreza, mercadores e baixo clero era praticamente ausente. A posse de livros representava um verdadeiro tesouro, intelectualmente e financeiramente.
A difusão do papel foi transformadora na história da circulação do livro, o uso do papel era cinco vezes mais barato que o pergaminho. E com a invenção da tipografia, ou seja do manuscrito ao impresso, a rapidez e a quantidade, possibilitaram um crescimento maior nesta circulação. Como era novidade, a alta nobreza demonstrou resistência e preconceito à nova configuração do livro e, continuou a procurar por livros manuscritos. Então, os principais livros impressos eram de textos medievais, cujo mercado parecia assegurado; livros religiosos para as bibliotecas eruditas; gramática para os estudantes e a literatura profana que se aproximava com obras populares.
As inovações advindas da imprensa proporcionaram o alargamento do público da cultura escrita, ou seja, os meios populares não estavam mais afastados do mundo do livro, tinham a possibilidade de constituírem bibliotecas, principalmente literárias e vernáculas; no entanto, os homens de saber, com exceção da elite dos humanistas, optaram por não modificar as proporções e composições de suas bibliotecas.
Memórias da Infância e do Aprendizado da Escrita
Os textos de João Ubaldo Ribeiro, Memória de Livros e, Leitura, de Graciliano Ramos permitem uma reflexão interessante sobre a influência da aprendizagem da escrita no prazer pela leitura e no próprio ato da escrita.
Os dois relatos, da infância, juntamente com o aprendizado da escrita dos autores, mostram como dois cenários diferentes podem construir um escritor. Embora um cenário estimulante, com a possibilidade da leitura de inúmeros livros e com conversas sobre os mesmos, facilite esta escolha; demonstra que não há um fator determinante e, sim, prazer, interesse, iniciativa, prática, esforço e a superação de traumas e medos referentes à iniciação deste processo.
Os dois relatos, da infância, juntamente com o aprendizado da escrita dos autores, mostram como dois cenários diferentes podem construir um escritor. Embora um cenário estimulante, com a possibilidade da leitura de inúmeros livros e com conversas sobre os mesmos, facilite esta escolha; demonstra que não há um fator determinante e, sim, prazer, interesse, iniciativa, prática, esforço e a superação de traumas e medos referentes à iniciação deste processo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Reflexão Sobre o Seminário: O Texto e O Hipertexto - A Escrita no Meio Digital
O hipertexto permite uma maior facilidade quando buscamos informações pontuais em um texto. Você acredita que ele teria apenas um caráter informativo ou não? É possível obter conhecimentos mais que informativos em um hipertexto?
Antes da apresentação do seminário, eu já tinha acessado um hipertexto, porém não conhecia a sua denominação. Acredito que, primeiramente, ele trate os assuntos de forma mais informativa, para um aprofundamento é necessário recorrer aos links, os quais o próprio hipertexto apresenta, mantendo o foco no interesse da sua pesquisa. O que determinará os possíveis resultados dos conhecimentos obtidos através do hipertexto, é como ele será utilizado, assim como, qualquer outra fonte de pesquisa também estará sujeita as mesmas necessidades de boa utilização.
Antes da apresentação do seminário, eu já tinha acessado um hipertexto, porém não conhecia a sua denominação. Acredito que, primeiramente, ele trate os assuntos de forma mais informativa, para um aprofundamento é necessário recorrer aos links, os quais o próprio hipertexto apresenta, mantendo o foco no interesse da sua pesquisa. O que determinará os possíveis resultados dos conhecimentos obtidos através do hipertexto, é como ele será utilizado, assim como, qualquer outra fonte de pesquisa também estará sujeita as mesmas necessidades de boa utilização.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Reflexão Sobre o Seminário: O Ato de Ler
Ao conceber a atividade da leitura como sendo um diálogo que se estabelece entre o leitor e o autor através do texto, nos deparamos com uma pluralidade da leituras. Em sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse fato para o ensino da leitura?
Este diálogo estabelecido tira o leitor da situação de passividade e cria a pluralidade de leituras, possibilitando novos conhecimentos, novas interpretações, debates, enfim, aperfeiçoa o conhecimento e incentiva o interesse e o prazer pela leitura.
Este diálogo estabelecido tira o leitor da situação de passividade e cria a pluralidade de leituras, possibilitando novos conhecimentos, novas interpretações, debates, enfim, aperfeiçoa o conhecimento e incentiva o interesse e o prazer pela leitura.
Reflexão Sobre o Seminário: A História da Leitura no Ocidente - da Leitura em Voz Alta à Leitura Silenciosa
O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.
No primeiro contato com os textos lidos oralmente, seja por mim mesma ou por outra pessoa lendo, tenho a sensação da existência de lacunas para a compreensão significativa ou total do texto. Neste processo de leitura, muitas vezes perco a concentração, e se eu tenho o texto escrito em mãos, faço uma leitura silenciosa simultaneamente. Mesmo assim, necessito da leitura silenciosa para a apropriação do que foi lido, assim, posso reler, procurar palavras no dicionário, fazer anotações.
Claro que existem exceções na leitura oral, em alguns textos e principalmente, em contos de fadas e histórias. Muitas vezes, o resultado pode ser até mais proveitoso, depende da oralidade e da interpretação de quem está lendo, das próprias limitações desta leitura e também, da minha superação em relação as minhas dificuldades neste quesito.
No primeiro contato com os textos lidos oralmente, seja por mim mesma ou por outra pessoa lendo, tenho a sensação da existência de lacunas para a compreensão significativa ou total do texto. Neste processo de leitura, muitas vezes perco a concentração, e se eu tenho o texto escrito em mãos, faço uma leitura silenciosa simultaneamente. Mesmo assim, necessito da leitura silenciosa para a apropriação do que foi lido, assim, posso reler, procurar palavras no dicionário, fazer anotações.
Claro que existem exceções na leitura oral, em alguns textos e principalmente, em contos de fadas e histórias. Muitas vezes, o resultado pode ser até mais proveitoso, depende da oralidade e da interpretação de quem está lendo, das próprias limitações desta leitura e também, da minha superação em relação as minhas dificuldades neste quesito.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Reflexão Sobre o Seminário: A Invenção da Escrita - Os Primeiros Escritores e Leitores
A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?
Generalizando o uso das duas linguagens pois na pergunta não há explicitações , vejo a escrita tão eficiente quanto a linguagem oral no que diz respeito à comunicação. Embora ambas exerçam funções específicas, em relação à riqueza, considero a escrita superior à linguagem oral.
Na escrita, há preocupação na busca pela harmonia correta das palavras, da língua em todos os sentidos. Na linguagem oral, existe um evidente descaso, muitas abreviações, palavras erradas, palavras mal usadas, neologismos, entre outros. No entanto, a linguagem oral apresenta com mais eficiência as diversidades culturais da língua, que são minimizadas na escrita.
A linguagem oral é relativa ao presente, é mais automatizada, conseqüentemente, a língua é menos valorizada. A escrita é mais reflexiva, a língua é mais prestigiada e é possível ser reutilizada a qualquer momento, basta ser bem guardada e preservada.
Generalizando o uso das duas linguagens pois na pergunta não há explicitações , vejo a escrita tão eficiente quanto a linguagem oral no que diz respeito à comunicação. Embora ambas exerçam funções específicas, em relação à riqueza, considero a escrita superior à linguagem oral.
Na escrita, há preocupação na busca pela harmonia correta das palavras, da língua em todos os sentidos. Na linguagem oral, existe um evidente descaso, muitas abreviações, palavras erradas, palavras mal usadas, neologismos, entre outros. No entanto, a linguagem oral apresenta com mais eficiência as diversidades culturais da língua, que são minimizadas na escrita.
A linguagem oral é relativa ao presente, é mais automatizada, conseqüentemente, a língua é menos valorizada. A escrita é mais reflexiva, a língua é mais prestigiada e é possível ser reutilizada a qualquer momento, basta ser bem guardada e preservada.
Pergunta Sobre o Seminário: O Ato de Escrever
Após o conhecimento e a reflexão sobre o processo cognitivo da escrita, quais são os benefícios deste estudo na prática da escrita?
terça-feira, 8 de junho de 2010
A Descrição do Processo Cognitivo na Produção de Textos - Resumo Longo
O artigo traduzido, A Descrição do Processo Cognitivo na Produção de Textos, de Flower e Hayes, descreve e esquematiza dois modelos de estudos sobre os principais processos do pensamento durante o ato da escrita dos escitores. O primeiro modelo de estudo do processo cognitivo na produção de textos é de 1981, e o segundo, a revisão do primeiro estudo, é de 1996.
Estes estudos demonstram que na produção do texto, o escritor tem um objetivo principal que o guiará para não perder o foco, que é a resposta ao problema retórico, ao qual se propôs escrever. Cada escritor tem uma dinâmica particular, cria um processo hierárquico, no qual não há uma seqüência específica, as ações são opcionais conforme as necessidades presentes.Neste processo, podem ocorrer vários subprocessos ao mesmo tempo, assim como, um pode interromper o outro a qualquer instante. O contexto de produção do escritor está dividido na resposta ao problema retórico, que são os objetivos pessoais do escritor e ao texto em processo de produção, que é o desenvolvimento do texto escrito, que requer tempo e atenção durante a composição.
O primeiro estudo indica que neste processo inicial acima descrito, o escritor está constantemente acessando a sua memória de longo prazo no processo da escrita. Esta memória corresponde as informações presentes na mente e nas fontes externas, isto é, os conhecimentos adquiridos. Ela irá acessar, reorganizar e adptar todas as informações ao problema retórico. Simultaneamente, divide o processo da escrita em três estágios: planejamento, tradução e revisão. No planejamento, ocorre a construção da representação interna do conhecimento, a geração de idéias e a regulação do objetivo. Na tradução, há a transposição das idéias em linguagem visível, ou seja, dá-se um sentido às representações internas. Na revisão, acontece a avaliação e a possível alteração do que foi escrito.
O segundo estudo fez uma revisão do primeiro estudo e algumas modificações. Ambos concordam sobre o processo inicial, a produção do texto e o contexto de produção, as alterações feitas são referentes à memória de longo prazo e à divisão do processo da escrita. Em comparação à memória de longo prazo, substituiu-a por aspectos individuais e aspectos sociais. Os aspectos individuais estão relacionados aos conhecimentos oriundos dos meios físicos e das motivações emocionais. Os aspectos sociais estão relacionados aos conhecimentos a partir das interações sociais. O processo da escrita apresenta três denominações de estágios diferentes: reflexão, produção do texto e interpretação do texto. Na reflexão, ocorre as representações internas e a produção de outras representações internas. Na produção do texto, as representações internas são transformadas em produto escrito. Na interpretação do texto, há a criação de representações internas a partir da leitura do que foi escrito.
As considerações finais destes dois estudos afirmam que o desenho do processo da escrita se aperfeiçoou, no entanto, o módulo dos processos cognitivos perdeu em especificidade, em descrição. Talvez por esta razão, a comunidade científica que usa a descrição deste estudo, tenha optado por mesclar, utilizando o planejamento(primeiro estudo), a produção do texto(segundo estudo) e a revisão(primeiro estudo).
Estes estudos demonstram que na produção do texto, o escritor tem um objetivo principal que o guiará para não perder o foco, que é a resposta ao problema retórico, ao qual se propôs escrever. Cada escritor tem uma dinâmica particular, cria um processo hierárquico, no qual não há uma seqüência específica, as ações são opcionais conforme as necessidades presentes.Neste processo, podem ocorrer vários subprocessos ao mesmo tempo, assim como, um pode interromper o outro a qualquer instante. O contexto de produção do escritor está dividido na resposta ao problema retórico, que são os objetivos pessoais do escritor e ao texto em processo de produção, que é o desenvolvimento do texto escrito, que requer tempo e atenção durante a composição.
O primeiro estudo indica que neste processo inicial acima descrito, o escritor está constantemente acessando a sua memória de longo prazo no processo da escrita. Esta memória corresponde as informações presentes na mente e nas fontes externas, isto é, os conhecimentos adquiridos. Ela irá acessar, reorganizar e adptar todas as informações ao problema retórico. Simultaneamente, divide o processo da escrita em três estágios: planejamento, tradução e revisão. No planejamento, ocorre a construção da representação interna do conhecimento, a geração de idéias e a regulação do objetivo. Na tradução, há a transposição das idéias em linguagem visível, ou seja, dá-se um sentido às representações internas. Na revisão, acontece a avaliação e a possível alteração do que foi escrito.
O segundo estudo fez uma revisão do primeiro estudo e algumas modificações. Ambos concordam sobre o processo inicial, a produção do texto e o contexto de produção, as alterações feitas são referentes à memória de longo prazo e à divisão do processo da escrita. Em comparação à memória de longo prazo, substituiu-a por aspectos individuais e aspectos sociais. Os aspectos individuais estão relacionados aos conhecimentos oriundos dos meios físicos e das motivações emocionais. Os aspectos sociais estão relacionados aos conhecimentos a partir das interações sociais. O processo da escrita apresenta três denominações de estágios diferentes: reflexão, produção do texto e interpretação do texto. Na reflexão, ocorre as representações internas e a produção de outras representações internas. Na produção do texto, as representações internas são transformadas em produto escrito. Na interpretação do texto, há a criação de representações internas a partir da leitura do que foi escrito.
As considerações finais destes dois estudos afirmam que o desenho do processo da escrita se aperfeiçoou, no entanto, o módulo dos processos cognitivos perdeu em especificidade, em descrição. Talvez por esta razão, a comunidade científica que usa a descrição deste estudo, tenha optado por mesclar, utilizando o planejamento(primeiro estudo), a produção do texto(segundo estudo) e a revisão(primeiro estudo).
Escrita e Interação - Resumo Curto
O capítulo dois, Escrita e Interação, do livro Ler e Escrever, de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias descreve o significado da escrita e os envolvidos nesta produção. A partir da divisão de tópicos específicos comprova a relação, ou seja, a interação que ocorre no processo da escrita em diversos níveis: escritor, interação escritor-leitor, conhecimento lingüístico, conhecimento enciclopédico, conhecimento prévio de modelos de textos e conhecimentos interacionais(linguagem, mundo e práticas sociais).
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