O texto trata a questão do difícil acesso aos livros a partir da história da Idade Média. Constata que o principal obstáculo era de ordem econômica, tanto na produção quanto na propagação do livro. A fim de confirmar esta hipótese, compara as bibliotecas particulares às posses individuais dos livros – ambas eram poucas e somente para classe de poder aquisitivo significativo.
A transformação da propagação do livro é proveniente da invenção da tipografia, ou seja, do manuscrito ao impresso. Porém esta disseminação foi lenta. A população que sempre teve acesso aos livros, estava resistente à mudança e ainda buscava livros manuscritos. Outros tipos de livros começaram a ser impressos e, conseqüentemente, novos leitores puderam ter acesso – novas bibliotecas (literárias e vernáculas) passaram a ser constituídas desde então.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Mergulho Num Lago Gelado
Conforme o texto, Mergulho Num Lago Gelado, “embora reescrever e reler pareça um esforço, na verdade é a parte mais prazerosa da escrita”.
Até hoje, não consegui sentir este prazer, ao contrário, quando reescrevo e releio, tenho a impressão que ou deixei mais confuso o que escrevi, ou então, cada vez mais objetivo e sucinto.
Embora eu nunca tenha tido o hábito de ler livros assiduamente e sim, eventualmente, ou melhor, raramente; quando eu me identifico com alguma leitura, fico extremamente sensibilizada e criando devaneios particulares. No entanto, tenho uma dificuldade enorme de transpor em palavras os meus sentimentos e pensamentos tanto na forma oral como na forma escrita. É como se toda aquela magia se transformasse em algo comum, muito obstante de tudo o que senti, imaginei, pensei e atinei. Por isso, freqüentemente uso citações.
“Essa é a grande diferença entre ler e escrever. Ler é uma vocação, uma habilidade na qual, com a prática, você provavelmente se torna mais capaz. O que você acumula como escritor são sobretudo incertezas e preocupações”.
Esta citação, do mesmo texto já mencionado anteriormente, reflete o que eu sinto, tanto em relação à leitura quanto à escrita. Com a leitura, além dos prazeres, descubro novos olhares, conhecimentos, sentimentos. Já com a escrita, me deparo com a insegurança, com a dificuldade da exposição e também, com a dificuldade da expressão da mesma. Para mim, é sempre um “mergulho num lago gelado”.
Até hoje, não consegui sentir este prazer, ao contrário, quando reescrevo e releio, tenho a impressão que ou deixei mais confuso o que escrevi, ou então, cada vez mais objetivo e sucinto.
Embora eu nunca tenha tido o hábito de ler livros assiduamente e sim, eventualmente, ou melhor, raramente; quando eu me identifico com alguma leitura, fico extremamente sensibilizada e criando devaneios particulares. No entanto, tenho uma dificuldade enorme de transpor em palavras os meus sentimentos e pensamentos tanto na forma oral como na forma escrita. É como se toda aquela magia se transformasse em algo comum, muito obstante de tudo o que senti, imaginei, pensei e atinei. Por isso, freqüentemente uso citações.
“Essa é a grande diferença entre ler e escrever. Ler é uma vocação, uma habilidade na qual, com a prática, você provavelmente se torna mais capaz. O que você acumula como escritor são sobretudo incertezas e preocupações”.
Esta citação, do mesmo texto já mencionado anteriormente, reflete o que eu sinto, tanto em relação à leitura quanto à escrita. Com a leitura, além dos prazeres, descubro novos olhares, conhecimentos, sentimentos. Já com a escrita, me deparo com a insegurança, com a dificuldade da exposição e também, com a dificuldade da expressão da mesma. Para mim, é sempre um “mergulho num lago gelado”.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A Hora da Estrela
Primeiramente, achei um pouco chato, talvez pela ansiedade de que começasse logo a história.
Depois, fui ficando cada vez mais interessada por aqueles relatos cheios de sensações, sentimentos e principalmente, por serem tão íntimos sobre o ato de escrever do narrador criado por Clarice Lispector.
Embora descreva que não é possível determinar de fato o começo de qualquer coisa, pois o início acontece antes mesmo dele acontecer. Nesta descrição do processo de escrita, dividiu o “quase começo” do nascimento da personagem e da história. É como se este relato fosse as contrações que antecedem o parto de uma vida, que já estava viva.
O mais significativo para mim foi a liberdade que eu senti, fazendo uma analogia simplória, assim como os escritores têm liberdade poética os leitores têm liberdade de interpretação. E foi este o prazer e o encanto que eu senti com o relato inicial do livro e com a sua história. Porque mesmo que Clarice Lispector tenha criado um narrador para contar esta história, a todo momento para mim, era ela falando através dele. E toda vez que existia essa "interrupçao" eu ficava mais fascinada e encantada.
“Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados. Mas sua elaboração é muito difícil. Pois tenho que tornar nítido o que está apagado e que mal vejo, apalpar o invisível”.
A Hora da Estrela - Clarice Lispector - Página 19
Escolhi esta citação porque de uma forma muito sensível, simbólica e poética, ela representa um sentimento comum a qualquer pessoa e escritor. E também, por desmistificar a idéia da fácil inspiração, do talento por si só e, por tratar da dificuldade de transpor em palavras os pensamentos e sentimentos.
Depois, fui ficando cada vez mais interessada por aqueles relatos cheios de sensações, sentimentos e principalmente, por serem tão íntimos sobre o ato de escrever do narrador criado por Clarice Lispector.
Embora descreva que não é possível determinar de fato o começo de qualquer coisa, pois o início acontece antes mesmo dele acontecer. Nesta descrição do processo de escrita, dividiu o “quase começo” do nascimento da personagem e da história. É como se este relato fosse as contrações que antecedem o parto de uma vida, que já estava viva.
O mais significativo para mim foi a liberdade que eu senti, fazendo uma analogia simplória, assim como os escritores têm liberdade poética os leitores têm liberdade de interpretação. E foi este o prazer e o encanto que eu senti com o relato inicial do livro e com a sua história. Porque mesmo que Clarice Lispector tenha criado um narrador para contar esta história, a todo momento para mim, era ela falando através dele. E toda vez que existia essa "interrupçao" eu ficava mais fascinada e encantada.
“Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados. Mas sua elaboração é muito difícil. Pois tenho que tornar nítido o que está apagado e que mal vejo, apalpar o invisível”.
A Hora da Estrela - Clarice Lispector - Página 19
Escolhi esta citação porque de uma forma muito sensível, simbólica e poética, ela representa um sentimento comum a qualquer pessoa e escritor. E também, por desmistificar a idéia da fácil inspiração, do talento por si só e, por tratar da dificuldade de transpor em palavras os pensamentos e sentimentos.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Encanto Indescritível
Como descrever Clarice Lispector? Impossível. Ela própria diz que não há palavra que signifique e expresse a dimensão e a complexidade do seu ser.
O que posso dizer: é que estou completamente encantada por sua escrita, e conseqüentemente, por esta mulher. Porque no caso de Clarice Lispector, é impossível separar a escritora da mulher que escreve. Elas se completam e se misturam a todo instante.
É realmente “indescritível descrevê-la” e por sua vez, os sentimentos por ela despertados também. É preciso ler para entender, e quem sabe, sentir este maravilhoso encanto.
O que posso dizer: é que estou completamente encantada por sua escrita, e conseqüentemente, por esta mulher. Porque no caso de Clarice Lispector, é impossível separar a escritora da mulher que escreve. Elas se completam e se misturam a todo instante.
É realmente “indescritível descrevê-la” e por sua vez, os sentimentos por ela despertados também. É preciso ler para entender, e quem sabe, sentir este maravilhoso encanto.
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